[...]"Os pensamentos ruins principiavam a fazer ninho no meu
coração. Batiam asas por fora, mas vinham sempre terminar
comigo, nas soluções que me davam, nos sonhos que me faziam
sonhar, nos ódios a que me arrastavam. Por debaixo dos
sapotizeiros, nas sombras amigas destas árvores, à espera dos
canários, só tinha pensamentos maus. Criava assim dentro de
mim uma pessoa que não era a minha. As reclusões forçadas a
que submetiam o moleque que precisava de ar e de sol iam
perdendo mais a minha alma que salvando o meu corpo."
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